Mobilizações no Rio, em São Paulo, Recife e Curitiba reúnem diferentes gerações contra ameaças à educação pública, aos direitos trabalhistas e à soberania, com protagonismo da juventude.
A defesa da universidade pública, do trabalho com direitos e da soberania nacional ganhou as ruas depois do primeiro turno. Impulsionada por estudantes, a mobilização se espalhou pelo Brasil e reuniu trabalhadores, aposentados, artistas e movimentos populares diante da possibilidade de retorno da extrema direita ao governo.
A reação tem como alvo um projeto que ameaça conquistas sociais, propõe reduzir a proteção do trabalho e pretende usar a força conquistada no Congresso para alterar a Constituição de 1988.
Os atos de 12 de outubro, em Copacabana e na Lapa, no Rio de Janeiro, e a manifestação do dia anterior na Avenida Paulista, em São Paulo, deram dimensão nacional a esse movimento. No Rio, as duas mobilizações ocorreram sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Paulista, o presidente participou de um ato cuja convocação reuniu entidades estudantis, movimentos sociais, coletivos e partidos.
A capacidade de reunir multidões mesmo onde Lula não estava evidencia o protagonismo dos participantes. O apoio à sua reeleição acompanha uma mobilização sustentada por reivindicações que ultrapassam o calendário eleitoral. A população se organiza para defender condições de vida, impedir retrocessos e cobrar mudanças que ainda não foram realizadas.