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O poder do povo transfere-se à plutocracia (ploûtos / riqueza, kratia / governo). A par disso, a revolução digital blinda os monopólios tecnológicos e afasta para longe as regulamentações e a ingerência pública. O desastre anunciado com data centers é encoberto. Infelizmente a injustiça social e ambiental não sai no jornal.

Luiz Inácio Lula da Silva prossegue “com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo” na luta pela soberania nacional. Inspira-se nos partidos humanistas e movimentos sociais: guaridas do direito a ter direitos, o centro da democracia. Consciente de que a questão prioritária, na conjuntura, é evitar o cancelamento do futuro e organizar a esperança militante na manhã.

Conforme Lula, na Assembleia Geral das Nações Unidas, “o ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial”. Mais: “A guerra não é a continuação da política por outros meios; é a falência total da política. Ameaçar civilizações de extinção não traz a paz”. E conclui, “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Em contraponto, o falso patriota Flávio Bolsonaro escreve uma carta abjeta às autoridades estadunidenses, assumindo o compromisso de entregar riquezas naturais do país. Pura viralatice.

Fonte: Teoria e Debate (Edição 273)
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